
- se manter em uma rota direta, ignorando distrações como cheiros, outros animais e pessoas;
- manter um passo firme, à esquerda e um pouco à frente do seu acompanhante;
- parar em todos os meio-fios até receber ordem para prosseguir;
- virar à esquerda e à direita, mover-se para frente quando ordenado;
- reconhecer e evitar obstáculos ao acompanhante (passagens estreitas e batentes baixos);
- parar no pé e no topo de escadas até receber ordem para prosseguir;
- levar o acompanhante aos botões do elevador;
- deitar em silêncio quando o acompanhante estiver sentado;
- ajudar o acompanhante a subir e movimentar-se em ônibus, metrô e outras formas de transporte público;
- obedecer a vários comandos verbais.

O número de deficiente visuais no Brasil está estimado em 150 mil pessoas, sendo que existem aproximadamente 50 cães-guia no país, um número extremamente baixo comparado com outros países. Atualmente existem no Brasil poucos centros de treinamento ou instrutores autônomos para cães-guia.
No Brasil o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou em 2005 um decreto regulamentando a Lei do Cão-Guia, em que os portadores de deficiência visual vão poder freqüentar locais públicos acompanhados de cães-guias - somente será vetada a entrada dos animais em centro de terapia intensiva e salas de cirurgias. Este decreto deve garantir aos deficientes visuais o direito de ir e vir sem qualquer tipo de constrangimento.
Um cão-guia deve saber desobedecer qualquer comando que coloque o acompanhante em perigo. Esta habilidade chama-se desobediência seletiva, e talvez seja o aspecto mais interessante sobre os cães-guia, que podem equilibrar obediência com sua própria avaliação da situação.
Esta capacidade é extremamente importante em faixa de pedestres, onde o acompanhante e o cão devem trabalhar muito próximos para conduzir a situação seguramente. Quando alcançam o meio-fio, o cão pára, sinalizando ao acompanhante que ele chegou à faixa de pedestres. Os cães não podem distinguir as cores do semáforo, portanto o acompanhante deve tomar a decisão de quando é seguro atravessar a rua. O acompanhante escuta o fluxo de trânsito para deduzir quando o sinal mudou e dá o comando para "seguir". Se não há perigo, o cão atravessa a rua em uma linha reta. Se há carros se aproximando, o cão espera até o perigo passar e depois segue o comando para prosseguir. 
Uma parte difícil do treinamento é ensinar o cão a passar por obstáculos tendo seu acompanhante em mente Os cães aprendem muito rápido a pegar caminhos amplos e desviar de objetos no caminho do acompanhante, para que ele não tropece. Aprender como lidar com espaços estreitos é mais difícil, mas por meio de recompensa e correção, o instrutor gradativamente demonstra ao cão que nunca deve passar por um espaço que é estreito ou baixo demais para seu acompanhante.
Conforme um cão-guia se torna mais experiente com seu acompanhante, ele pode ser capaz de ter mais responsabilidade. Por exemplo, muitos cães-guia veteranos conhecem todos os destinos habituais de seu dono. Tudo que o acompanhante tem que dizer é "vá ao escritório" ou "encontre o café, e o cão guia irá seguir a rota completa.
Quando vir um cão-guia dedicado ao trabalho, é muito importante reconhecer que ele está trabalhando. Acariciar ou falar com o cão quebra sua concentração e isto prejudica a habilidade do acompanhante de caminhar nos arredores. As pessoas ficam muito impressionadas com os cães-guia e temos uma inclinação natural de elogiá-los, mas a melhor coisa que você pode fazer para ajudar um cão-guia é deixá-lo só para que possa prestar atenção a seus arredores e manter seu foco em seu acompanhante. Guiar é muito complicado e requer atenção total de um cão.
A maioria dos cães-guia é das raças labradores, golden retrievers ou pastores alemães . Estas três raças são caracterizadas pela inteligência, obediência, força e afabilidade e por isso são muito adequadas para o trabalho.
O treinamento é um processo rigoroso tanto para o instrutor quanto para os cães, mas é também muito divertido. Para ter certeza de que os cães estão aptos ao desafio, a maioria das escolas os testa por um longo período antes de começar o treinamento. Os testes são projetados para avaliar o nível de autoconfiança, já que somente cães extremamente confiantes são capazes de lidar com a pressão da instrução de guia. Se um cão passa nos testes, começa o programa de treinamento imediatamente.
Diferente do treinamento de obediência comum, o treinamento de cão-guia não usa comida como uma recompensa por um bom desempenho. Isto porque um cão-guia deve ser capaz de trabalhar em meio a comida sem ser distraído por ela. Em vez disso, os instrutores usam elogios ou outros sistemas de recompensa para encorajar o desempenho correto. Usando este sistema de recompensa-castigo básico, os instrutores trabalham as habilidades necessárias para o guia.
Agradecimento: http://pessoas.hsw.uol.com.br/caes-guia.htm
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Que texto bacana!! Adorei!!
ResponderExcluirCaes Guia são tudo de bom mesmo.. super responsaveis.. pena que nao sao todos os cegos que tem, pq além da "prestação de serviço", são a melhor companhia... sem duvidas...
Beijinhos e parabens pelo blog.
Oi Sara adorei seu blog, é super informativo. Meu labrador Barum é terrível apesar de ser adestrado, não tem limites diz o adestrador. Tb sou de Joinville !
ResponderExcluirBeijos
Laís
Olá Carol, muito obrigada! Concordo com vc!!!
ResponderExcluirOi Laís! Obrigada! Labradores são teríveis mesmo..rss... Tem que domar a fera! Legal que vc é daqui, obrigada pela visita!
Oi, Sara!
ResponderExcluirSou Mônica aqui de Niterói/RJ.
Adorei a matéria e fiquie feliz por ter adquirido mais conhecimnetos sobre os cães-guia.
Sou apaixonada por eles e os admiro demais: são m ais do amigos, eles são uma "continuação" dessas pessoas com deficiência visual, dentre outras.
Gostaria muito de saber onde posso encontrar um Escola para cães-guias (aqui no RJ tem alguma?) pois gostaria de conhecer uma pessoalmente.
Obrigada,
Mônica